quinta-feira, 10 de junho de 2010

A MAMA LUSITANA

Hoje foi dia.
Houve discursos ocos! Apelos à partilha  e responsabilidade da dívida. Sacrifícios para todos.
Espero que na proporção do mamanço de muitos ilustres, mas  não  do " peito ilustre lusitano".
O povo continua sendo a teta do mamanço.
Quando a teta secar, onde irão eles mamar?!
Camões foi um elemento lateral neste dia, porque aqueles que têm ideias próprias não interessam aos governantes. Comandar um bando de asnos é mais fácil que conduzir uma manada de puros-sangue.
Viva o dia que já foi de Camões e da nação!
É preciso fazer-se ao mar!
Meu país continua adiado de futuro!

2 comentários:

DêPê disse...

A música do teu blogue convenceu-me ;) Gosto mt!
Deixo-te aqui uma estrofe para ilustrar o teu poste, de que tb gostei mt! Thanks ;)
(vai tudo de seguida, os comentários não permitem formatar a estrofe...)

"No mais, Musa, no mais, que a lira tenho destemperada e a voz enrouquecida, e não do canto, mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho não no dá a pátria, não, que está metida no gosto da cobiça e na rudeza duma austera, apagada e vil tristeza.

Luís de Camões,Os Lusíadas,X-145.

Livinha disse...

Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós, que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades, quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são, e não defeitos;
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.

Camões (Soneto)

Obrigado pelo carinho.
Tua presença sempre me será bem vinda.

Bjs

Livinha