
A esperança mora aqui ao lado numa réstia de fé.
Apesar da TROIKA
Apesar do FIM/FMI
Apesar de já nem querer saber se acredito.
Sinto que o meu país continua mais adiado.
Resta-me as flores do caminho
Que regressam todas as primaveras,
Sem promessas sem truque,
Apenas com a simplicidade
Da sua beleza e desejo de viver.
Como posso acreditar num país escravo?
Meu Portugal adiado de caravelas, de mastros varonis.
Meu Portugal, quando poderei beijar a tua bandeira?
Sem ter que vergar os quadris
Como uma junta de bois
Sob a canga do capital usurário.
Meu Portugal,
És o meu próprio exílio.
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