quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

HÁ DORES INDIZÍVEIS!






 Há dores indizíveis, mas quando somos atraiçoados pelos mais altos gestores da PÁTRIA, essa dor torna-se um rio de descrença que mata a alma da Nação.
Como me doi o desrespeito pela bandeira Nacional. Só no futebol se canta o Hino Nacional.
As escolas deixaram de ensinar o Hino e o respeito pela bandeira.
A Pátria está a perder a alma  e nós que fazemos deixamos que de fora nos venham dizer em que  acreditar!
Acuso estes políticos de destruir  a alma da Nação, a sua língua e o seu povo.
Amanhã seremos escravos, sem qualquer direito, apenas  um objecto tipo chiclete. Hoje somos apenas números.
Onde está a dignidade e a democracia, meu país adiado?
Está apenas nas palavras?
Mas as palavras são hoje apenas as saudades delas.
E o meu país é um palco de simulacro, onde tudo é virtual...
Diria que hoje é proibido respeitar o Hino e a Bandeira.
Amanhã será castigado quem o cantar ou hastear a rubra esperançada flamula da nação lusitana.
Então as lágrimas correrão , como naquela triste e leda madrugada...
Camões irá para o index com Eça, Garrett, Pessoa e Junqueiro...
Saramago, Camilo, Negreiros....
Que acontecerá à poesia?
Existira nos epitáfios, morrendo em pedra fria...
E tu, minha Pátria amada?
Serás o último sal da lágrima derramada
Da raiva que me restou da dignidade
Que me foi roubada.

E O PAIS CONTINUA ADIADO!

imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDwjY6uiKPjPTi6dPuaw-fTS897OGM0Ihhqm5X5MqkKZ38-APUt_SebjJ5_foezYVxeMp0-5IgeUwfLSB8WISjKT7cRRipOR_8M4SwdCkI9pH8ODwL1G5DOVt4STYGOrgawb75NYDFGvq7/s1600/418436_10150657065687223_146635062222_10967658_1815191568_n.jpg

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Porque o meu país será sempre uma pátria adiada.

http://www.ionline.pt/portugal/passos-coelho-diz-politicos-portugueses-nao-sao-bem-pagos-abrir-esse-debate-inoportuno


Quem deve ser muito bem pago é o funcionário público que vem sendo ludibriado nos seus contratos, porque nenhum governo honrou o que estava contratutalizado. Alías que político honrado se conhece neste país?
Gosto da comparação com outros países. Quando se trata deles  é sempre pouco, mas o vergonhoso salário minímo nacional não é comparável.
Digo e acuso esses hipócritas que se há alguém que nada produz e é muito bem pago pelo nada que faz é a classe de parasitas da política.
O meu Portugal é uma pátria adiada!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cortar a saudade

Como posso ser justo, quando me sinto injustiçado?
Este é o pensamento dum PORTUGAL ADIADO.


Meu país é uma saudade. Apenas saudade!

domingo, 24 de julho de 2011

UMA IDEIA PARA PORTUGAL

Os problemas da escola começam na adaptação de algo que não foi pensado para um mundo em mudança ter que dar respostas diversas, em tempo útil, numa visão de bolsa de valores aos problemas da variação social, do rating político.

Hoje pede-se à escola que ela com a estrutura de menina já muito entrada na idade e de carnes flácidas desfile na passerelle com a elegância duma adolescente.

Tudo cai sobre ela, como se ela fosse a panaceia, tipo fada madrinha, de todas as soluções que a toda a sociedade, no seu conjunto, não dá resposta.

O problema da escola é terem-na tornado uma central de reciclagem social, onde, até o pior lixo social, tem de produzir bons cidadãos!

A utopia  rousseana mal aplicada!

Claro que o problema da escola começa em casa, onde a TV, o Pc e outros artefactos tecnológicos ocupam o tempo das crianças.

Hoje não há tempo para o diálogo. As crianças educam-se pelo diálogo.

A escola é um fermento social, mas se ela é desvalorizada, ostracizada, e os seus agentes apelidados de malandros e incapazes de educar as crianças, muitas delas esclavagistas dos próprios progenitores.

Em casa quem manda deixou de ser o adulto. São os pequenos senhores que tudo dispõem. Tudo é gerido na centralidade dos meninos e os seus caprichos.

Não se pode traumatizar as criancinhas, como se ao longo da vida elas não tivessem que lidar com a frustração e os cortes salariais. Muitos pais  sãos incapazes de dizer não aos caprichos delas… 

Como pode a escola ser um lugar de estima e pedagogia activa?

Como não se consegue transformar o vinagre em vinho, nivelou-se por baixo. Alimentou-se a ilusão que todos podem atingir os patamares mais altos do saber. É tempo de acordar! A escola não pode ignorar o todo em que se insere. Nesse todo há ricos e menos ricos; há trabalhadores e malandros; há pessoas rectas e criminosos. Ela é um espelho da sociedade em que trabalha.

E que diabo!... Então os putos não têm o direito de não querer estar na escola? A liberdade de escolha só cabe aos adultos?

Muitas olham a escola como um lugar de lazer, um recreio que os apartamentos não podem dar.

Avalie-se a escola e os seus agentes, mas antes de tudo avalie-se cada um como cidadão, como pai, como político, como agente de mudança social e cultural.

A escola deve ser lugar de cidadania, lugar de trabalho, lugar de construção dum Portugal melhor.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

O Primeiro Dia

Os ilustres deputados da nação foram brincar ao Parlamento.

Um dia perdido. Mais uns milhares desperdiçados em elege, não elege.
A teimosia estéril voltou à lide política.
Começou mal a legislatura!
Precisamos de acção e de gente decidida a implementar reformas.
Não podemos continuar a adiar a Pátria.
Portugal merece melhor!
Aqueles senhores são pagos e têm luxos. Repito luxos.
É preciso colocar a lide política na sua verdadeira dimensão de serviço ao país.
Aos políticos é outorgada uma missão, não um cargo ou emprego!
É-lhes pedido que façam o jogo da NAÇÃO, não o jogo dos partidos.


imagem: http://www.google.pt/imgres?imgurl

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Acredito nas flores



A esperança mora aqui ao lado numa réstia de fé.
Apesar da TROIKA
Apesar do FIM/FMI
Apesar de já nem querer saber se acredito.
Sinto que o meu país continua mais adiado.

Resta-me as flores do caminho
Que regressam todas as primaveras,
Sem promessas sem truque,
Apenas com a simplicidade
Da sua beleza e desejo de viver.
Como posso acreditar num país escravo?
Meu Portugal adiado de caravelas, de mastros varonis.
Meu Portugal, quando poderei beijar a tua bandeira?
Sem ter que vergar os quadris
Como uma junta de bois
Sob a canga do capital usurário.
Meu Portugal,

És o meu próprio exílio.
.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Contrariar o status quo

Espero que haja um partido que tenha no seu programa de governo medidas para  contrariar o que um jovem, que desconheço  fez chegar à caixa de correio, mas que, infelizmente, é o retrato do meu país.




Se és um jovem português

Atravessa a fronteira do teu País

E parte destemido

Na procura de um futuro com Futuro


Porque no teu País

A Educação é como uma licenciatura

Tirada sem mérito e sem trabalho

Arquitectada por amigos docentes

E abençoada numa manhã dominical


Porque no teu País

É mais importante a estatística dos números

Que a competência científica dos alunos

O que interessa é encher as universidades

Nem que seja de burros


Porque no teu País

A corrupção faz parte do jogo

Onde os jogadores e os árbitros

São carne do mesmo osso

E partilham o mesmo tempero


Porque no teu País

A justiça é ela própria uma injustiça

Porque serve quem é rico e influente

Com leis democraticamente pobres


Porque no teu País

As prisões não são para os ladrões ricos

Porque os ricos não são ladrões

Já que um desvio é diferente de um roubo


Porque no teu País

A Saúde é uma doença crónica

Onde, quem pouco tem

É sempre colocado na coluna da despesa


Porque no teu País

Se paga a quem nada faz

E se taxa a quem pouco aufere


Porque no teu País

A incompetência política

é definida como coragem patriótica


Porque no teu País

Um submarino é mais importante que tu

E o mar apenas serve para tomar banho

E pescar sardinhas


Porque no teu País

Um autarca condenado à prisão pela justiça

Pode continuar em funções em liberdade

Passeando e assobiando de mãos nos bolsos


Porque no teu País

Os manuais escolares são pagos

Enquanto a frota automóvel dos políticos

É topo de gama


Porque no teu País

Há reformas de duzentos euros

E acumulação de reformas de milhares deles


Porque no teu País

A universidade pública deixou cair a exigência

E as licenciaturas na privada

Tiram-se ao ritmo das chorudas mensalidades


Porque no teu País

Os governantes, na sua esmagadora maioria

Apenas possuem experiência partidária

Que os conduz pelas veredas do "sim ao chefe"


Porque no teu País

O que é falso, dito como verdade,

Sob Palavra de Honra !

São votos ganhos numa eleição


Porque no teu País

As falências são uma normalidade

O desemprego é galopante

A criminalidade assusta

O limiar da pobreza é gritante

E a venda de Porsches ... aumenta


Porque no teu País

Há esquadras da polícia em tal estado

Que os agentes se servem da casa de banho

Dos cafés mais próximos


Porque no teu País

Se oferecem computadores nas escolas

Apenas para compor as estatísticas

Do saber "faz de conta" em banda larga


Porque no teu País

Se os teus pais não forem ricos

Por mais que faças e labutes

Pouco vales sem um cartão partidário


Porque no teu País

Os governantes não taxam os bancos

Porque, quando saírem do governo

Serão eles que os empregam


Porque no teu País

És apenas mais um número

Onde o Primeiro-Ministro se chama Alice

Que vive no País das Maravilhas

Mesmo ao lado do teu.


Foge !

E não olhes para trás !"