terça-feira, 29 de abril de 2014

Amor pátrio

 
E todos partem em busca de pão
E todos cultivam campos de solidão
E a saudade é a sua monocultura
Na crueldade da  ausência dura.
Quem deitará à terra as sementes da esperança?...
Quem, minha pátria sagrada, cantará teu hino?
Quem recordará os heróis, agora, mortos?
Quem, minha alma-pátria? Quem?...
O quê matará as fomes das tuas ausências?
Quem elevará a lua nas noites de escuridão?
Quem trará de volta os velhos que ficaram
Lá longe,... no longe da saudade dos filhos?
Quem, ondulantemente, colherá as espigas
Dos teus campos abandonados, mas sagrados?
Minha pátria adiada, quem te limpará os olhos
Da angústia dos teus filhos, sem lágrimas?
Quem reconhecerá nas tuas fontes o canto,
Vindo do longo sofrimento de séculos?
Quem poderá apagar da alma da tua gente
Este grito de futuro, premente, de saudade:
-Portugal, és a minha alma!
És o meu pão de cada dia
És o meu lamento de cada noite!
És, apesar da diáspora fria,
A estrela na perdida agonia.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A EUROPA QUE NÃO EXISTE

"Ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar”, afirmou o primeiro-ministro, numa referência implícita ao manifesto dos 70 que considera remeter para uma "Europa que não existe, nem existirá e ainda bem". in jornal de negócios
Finalmente uma verdade deste coelho tirado duma cartola.
A Europa nunca existiu como desígnio dos povos que a habitam.
A Europa como Nação ou Estado Federado ou Federação de nações é uma masturbação política.
A Europa ou CE, como lhe chamam uns iluminados de cabeça oca apenas é um mero principio alienado do capital e dos mercados que têm mais dívida do que todo o  dinheiro existente no planeta e no universo!
A Europa como bloco de nações com objetivos comuns, apenas se encontra alinhada num:
A masturbação do deficit.
O resto é paisagem!
Os cidadãos europeus são um mero número, sujeito à canga de alguns que os escravizam  através duma máquina fiscal que tudo devora, como um inverno russo, ou um incêndio em serras de Portugal!
O que nos vale é que os nossos politiqueiros nem sabem o valor dos cortes, pois nem contas sabem fazer, nem percebem o mínimo da gestão da polis!
Gerir um país é antes de mais gerir o seu capital humano e a sua capacidade de superação, nunca a sua capacidade de sofrimento!
O declamador da verdade transcrita tem toda a razão:
Não está certo que o povinho ande a apertar as tripas de fome e o costado preso na canga, para os ministros que tão sabiamente nomeou gastem dinheiro a rodos; o banco de Portugal e a Justiça deixe prescrever coimas e crimes.
O povo não aceitas tanta tesourada  na sua casaca, para depois ver o cortejo de rabos de cardeal levados pelos gestores  ministeriais e seus acólitos, digo, boys, a roçar pelo chão, enquanto o povinho, pata rapada, pés descalços, arraia miúda ajoja pelas noites gélidas de Lisboa e outras cidades, à fome , ao frio, mergulhados na angústia de viver, entre o grito das pedras que de pena se moldam e alisam nas esquinas dos prédios onde pernoitam, escondendo a vergonha da esperança roubada.
Aos politiqueiros de Portugal acuso de roubarem a esperança ao seu povo.
Nenhum tribunal tem capacidade de julgar esse crime porque  não está previsto na Lei!
assim todos se safam, menos o povo que continua escarvo e servil, acreditando que aqueles fatiotas, mal educados que se sentam a parlamentar na casa, dita da democracia, falam ao9  mesmo tempo, interrompem  os sócios da oposição, e depois querem que o povo exerça a soberania, através do simulacro do voto.
A Europa não existe!
A democracia é uma miragem e  um mero simulacro. Os deputados ocupam todos os lugares, mesmo que não tenha votado 40% da população e dizem-se representar quem não lhes deu a procuração.
E chamam a isto democracia representativa?
A democracia, como governo do povo e pelo povo está moribunda ou mesmo morta!
Meu país adiado, quem erguerá a voz da tua musa?
Isto só acontece porque o nosso país continua a mão desses corruptos.
Os bons vi sempre passar no mundo grandes tormentos...
E os maus nadam em banhos de ilícito enriquecimento.
Mas para mais me espantar não há quem lhes dê da Justiça
O eficaz merecimento?!

O meu país é uma Nação adiada.
Uns têm a mesa a quebrar de pesada
Outros a macerar de  NADA!
Meu país adiado, do meu descontentamento
Até me dói a alma que jã não tens
Porque os vilões que tomaram ao leme
Já nem de Deus a justiça teme
E apesar dos choros de mães
E dos bracitos esfaimados
E das lágrimas semesperança
Eles continuam no seu risamento
Gulosamente enchendo a pança
Porque a minha Pátria tornou-se um recreio
Onde os de fora têm um prato cheio.
E se há  cidadão reto e coerente
É um outro, um filho do alheio.
- De-se-lhe saneamento!
Não choro porque as lágrimas
Já  me foram roubadas.
E as palavras são  palavras apenas
Já sem som, já sem melodia...
Tão leves e fugidas,
Tão mágoas como as penas
Que me obrigam a sentir...
Cruel é teu destino,
Meu país pequenino,...
E o pior de tudo isto
É que a democracia,
A cravos conquistada
Hoje, na banca, não vale nada.
E a música que  de longe assobia
Virou em ditadura do fisco!

domingo, 1 de setembro de 2013

EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO! Antecipação do futuro?

Li este texto, e nele pude antever a farsa em que se tornou a CEE.
Afinal não somos tão diferentes-



EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO!
 

 
"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (...)
Eu já vivi o vosso «futuro»..."
Vladimir Bukovsky

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

GOGITANDO DE RERUM PUBLICA

 Era o que faltava estes senhores, pagos pelos contribuintes ( "conferência organizada pelo Governo") ainda terem direitos de autoria e de citação.
Afinal este debate não nasceu da sociedade civil. Este debate apenas interessa aalguns setores da sociedade que querem escravizar e não tornar maiores os seus concidadãos!
Aliás se este é um assunto de interesso público como se apregoa..., deveria ter cobertura direta e que cada cidadão interessado que tirasse as suas conclusões, mas não só devem sair as frases bombásticas à execução do plano económico que interessa ao governo!
Eu tenho o direito constitucional de aceder à informação total e íntegra, sem borilhados opinitivos de falantes que nada dizem e nem parafrasear sabem.
O debate passou dessas conferências para as redes sociais. Essas assembleias, de gente inútil, só servem para dar de mamar a alguns amigos que as organizam à custa dos impostos dos contribuintes, e nada trazem de novo. Já sabemos para onde caminha o Estado, já sabemos para onde caminha o pensamento económico: Para o abismo do nada! Porque se quer resolver questãos emocionais com pensamento racional. A Emoção é anterior à razão e neste momento não temos um único líder político que saiba liderar emocionalmente. O líder emocional sabe para onde vai, sabe como quer fazer o caminho, sabe como sinergizar as emoções para que o voo longínquo da razão seja mais consensual. Sabe, sobretudo, que um esforço partilhado pelo bando, pode ser arruinado por um pensamento nefasto.Sabe de antemão que não pode avançar sem compromisso de todos, mesmo que o esforço parece ser disigual, deve ser proporcional às asas de cada ganso.
Ter sentido de Estado, de Nação, de País e de Pátria é a base da mobilização das gentes. Precisamos de estadistas, quase diria de um enviado. Precisamos de alguém com coragem para dizer os sacrifícios que serão feitos, mas que, semana a semana, mostre os progressos conseguidos e motive a novo novo.
Precisamos de políticos na verdade grega do termo. A polis e o seu governo estão acima das vontades pessoais!
Homens deste perfil e verticalidade não interessam!?
Onde estão eles?
Já dizia o meu avô, tem mais de quarenta anos, que chegaria um tempo em que se contariam os HOMENS de cabeço a cabeço".
Esse tempo já chegou.
Os cabeços estão lá os Homens é que não!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A VIDA DUM PAÍS ADIADO


Isto só acontece porque o nosso país continua a mão de interesses  corruptos.
"Os bons vi sempre passar no mundo grandes tormentos...
E os maus nadam em banhos de ilícito enriquecimento.
Mas para mais me espantar não há quem lhes dê
da Justiça o eficaz merecimento!?"


O meu país é uma Nação adiada.
Uns têm a mesa a quebrar de pesada
Outros a macerar de  NADA!
Meu país adiado,chora
O meu descontentamento.
Até me dói a alma que jã não tens,
Porque os vilões que tomaram o leme
Já nem de Deus a justiça teme...
E, apesar dos choros de mães
E dos bracitos esfaimados
E das lágrimas sem esperança,
De velhos, farrapos cansados.
Reféns da vil austeridade,
Eles continuam no seu risamento
Empantorrando a javarda pança!
Porque se tornou a Pátria um recreio?
Onde os de fora mamam ao prato cheio.
E se há  cidadão reto e coerente
É um outro, um filho do alheio.
E apesar da sua pertinaz labuta
Desconfiado e olhado de alto:
- Escravo... Filho da puta!
-Dê-se-lhe saneamento!

Não choro! Entreguei as lágrimas,
Foram penhoradas às finanças.
E as palavras são  palavras apenas
Já sem som, já sem melodia...
Já não são nada, apenas eco.
Um eco tão distante!...
Daquele hino da saudade
Deixai-me morrer às portas da austeridade.
Não quero que minha bandeira
Seja entregue como glória derradeira,
Duma esperança que não há de chegar,
Porque  na há esperança,
Até isso nos conseguiram roubar

E o pior de tudo isto
É que a democracia,
A cravos conquistada,
Assobia de longe a melodia
Que na banca não vale nada.
E a Grândola vila morena,
Virou uma ditadura do fisco!
Um ultraje a quem cumpre e produz,
Tratados como criminosos
Pelos fariseus do níquel!

Perdoai-me, ó corruptos,
Se me ensinaram a ser honesto.
É que agora quebra, mas não dobra,
A minha vontade de mar...
Dá-lhes, Senhor, o paraíso.
A mim dai-me, primeiro, juízo
Porque neste país adiado,
Dormente de mar azulado,
Tenho o país que não mereço!
E a força, de mesmo morto, esperar!

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Sapiência das Finanças

 

"Portugal sem "orçamento ou credibilidade" para "jogar o jogo" de estímulos à economia."


Como pode um ministro das finanças dizer tal disparate e continuar mamando do erário público. Saia do cargo, se é incapaz de relançar a economia e deixe de pedir mais escravidão aos portugueses.
Mas com aquele tom monocórdico adormece até o mais revoltado cidadão. Ele tem dom para ama de crianças.
Só não há estímulos porque os responsáveis nunca sentaram o cu no banco dos réus e responderam pela incompetência, para não dizer gestão criminosa da res pública.
Como é explicável o crescimento da Islândia, um país que estava na bancarrota? Cresceu porque rota ficou a banca, mas em Portugal cobriu-se o BPN com os dinheiros dos contribuintes e até agora ninguém foi metido em grades!
Lá foram julgados e os que mereceram foram condenados, o país uniu-se e fez a economia crescer.
O único estímulo que precisamos para fazer a economia crescer é que se faça justiça e socialmente se veja o resultado da aplicação da JUSTIÇA!
Sem que a justiça se aplique eficaz e em tempo oportuno, o meu Portugal será um país adiado!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

HÁ DORES INDIZÍVEIS!






 Há dores indizíveis, mas quando somos atraiçoados pelos mais altos gestores da PÁTRIA, essa dor torna-se um rio de descrença que mata a alma da Nação.
Como me doi o desrespeito pela bandeira Nacional. Só no futebol se canta o Hino Nacional.
As escolas deixaram de ensinar o Hino e o respeito pela bandeira.
A Pátria está a perder a alma  e nós que fazemos deixamos que de fora nos venham dizer em que  acreditar!
Acuso estes políticos de destruir  a alma da Nação, a sua língua e o seu povo.
Amanhã seremos escravos, sem qualquer direito, apenas  um objecto tipo chiclete. Hoje somos apenas números.
Onde está a dignidade e a democracia, meu país adiado?
Está apenas nas palavras?
Mas as palavras são hoje apenas as saudades delas.
E o meu país é um palco de simulacro, onde tudo é virtual...
Diria que hoje é proibido respeitar o Hino e a Bandeira.
Amanhã será castigado quem o cantar ou hastear a rubra esperançada flamula da nação lusitana.
Então as lágrimas correrão , como naquela triste e leda madrugada...
Camões irá para o index com Eça, Garrett, Pessoa e Junqueiro...
Saramago, Camilo, Negreiros....
Que acontecerá à poesia?
Existira nos epitáfios, morrendo em pedra fria...
E tu, minha Pátria amada?
Serás o último sal da lágrima derramada
Da raiva que me restou da dignidade
Que me foi roubada.

E O PAIS CONTINUA ADIADO!

imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDwjY6uiKPjPTi6dPuaw-fTS897OGM0Ihhqm5X5MqkKZ38-APUt_SebjJ5_foezYVxeMp0-5IgeUwfLSB8WISjKT7cRRipOR_8M4SwdCkI9pH8ODwL1G5DOVt4STYGOrgawb75NYDFGvq7/s1600/418436_10150657065687223_146635062222_10967658_1815191568_n.jpg

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Porque o meu país será sempre uma pátria adiada.

http://www.ionline.pt/portugal/passos-coelho-diz-politicos-portugueses-nao-sao-bem-pagos-abrir-esse-debate-inoportuno


Quem deve ser muito bem pago é o funcionário público que vem sendo ludibriado nos seus contratos, porque nenhum governo honrou o que estava contratutalizado. Alías que político honrado se conhece neste país?
Gosto da comparação com outros países. Quando se trata deles  é sempre pouco, mas o vergonhoso salário minímo nacional não é comparável.
Digo e acuso esses hipócritas que se há alguém que nada produz e é muito bem pago pelo nada que faz é a classe de parasitas da política.
O meu Portugal é uma pátria adiada!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cortar a saudade

Como posso ser justo, quando me sinto injustiçado?
Este é o pensamento dum PORTUGAL ADIADO.


Meu país é uma saudade. Apenas saudade!

domingo, 24 de julho de 2011

UMA IDEIA PARA PORTUGAL

Os problemas da escola começam na adaptação de algo que não foi pensado para um mundo em mudança ter que dar respostas diversas, em tempo útil, numa visão de bolsa de valores aos problemas da variação social, do rating político.

Hoje pede-se à escola que ela com a estrutura de menina já muito entrada na idade e de carnes flácidas desfile na passerelle com a elegância duma adolescente.

Tudo cai sobre ela, como se ela fosse a panaceia, tipo fada madrinha, de todas as soluções que a toda a sociedade, no seu conjunto, não dá resposta.

O problema da escola é terem-na tornado uma central de reciclagem social, onde, até o pior lixo social, tem de produzir bons cidadãos!

A utopia  rousseana mal aplicada!

Claro que o problema da escola começa em casa, onde a TV, o Pc e outros artefactos tecnológicos ocupam o tempo das crianças.

Hoje não há tempo para o diálogo. As crianças educam-se pelo diálogo.

A escola é um fermento social, mas se ela é desvalorizada, ostracizada, e os seus agentes apelidados de malandros e incapazes de educar as crianças, muitas delas esclavagistas dos próprios progenitores.

Em casa quem manda deixou de ser o adulto. São os pequenos senhores que tudo dispõem. Tudo é gerido na centralidade dos meninos e os seus caprichos.

Não se pode traumatizar as criancinhas, como se ao longo da vida elas não tivessem que lidar com a frustração e os cortes salariais. Muitos pais  sãos incapazes de dizer não aos caprichos delas… 

Como pode a escola ser um lugar de estima e pedagogia activa?

Como não se consegue transformar o vinagre em vinho, nivelou-se por baixo. Alimentou-se a ilusão que todos podem atingir os patamares mais altos do saber. É tempo de acordar! A escola não pode ignorar o todo em que se insere. Nesse todo há ricos e menos ricos; há trabalhadores e malandros; há pessoas rectas e criminosos. Ela é um espelho da sociedade em que trabalha.

E que diabo!... Então os putos não têm o direito de não querer estar na escola? A liberdade de escolha só cabe aos adultos?

Muitas olham a escola como um lugar de lazer, um recreio que os apartamentos não podem dar.

Avalie-se a escola e os seus agentes, mas antes de tudo avalie-se cada um como cidadão, como pai, como político, como agente de mudança social e cultural.

A escola deve ser lugar de cidadania, lugar de trabalho, lugar de construção dum Portugal melhor.
.


terça-feira, 21 de junho de 2011

O Primeiro Dia

Os ilustres deputados da nação foram brincar ao Parlamento.

Um dia perdido. Mais uns milhares desperdiçados em elege, não elege.
A teimosia estéril voltou à lide política.
Começou mal a legislatura!
Precisamos de acção e de gente decidida a implementar reformas.
Não podemos continuar a adiar a Pátria.
Portugal merece melhor!
Aqueles senhores são pagos e têm luxos. Repito luxos.
É preciso colocar a lide política na sua verdadeira dimensão de serviço ao país.
Aos políticos é outorgada uma missão, não um cargo ou emprego!
É-lhes pedido que façam o jogo da NAÇÃO, não o jogo dos partidos.


imagem: http://www.google.pt/imgres?imgurl

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Acredito nas flores



A esperança mora aqui ao lado numa réstia de fé.
Apesar da TROIKA
Apesar do FIM/FMI
Apesar de já nem querer saber se acredito.
Sinto que o meu país continua mais adiado.

Resta-me as flores do caminho
Que regressam todas as primaveras,
Sem promessas sem truque,
Apenas com a simplicidade
Da sua beleza e desejo de viver.
Como posso acreditar num país escravo?
Meu Portugal adiado de caravelas, de mastros varonis.
Meu Portugal, quando poderei beijar a tua bandeira?
Sem ter que vergar os quadris
Como uma junta de bois
Sob a canga do capital usurário.
Meu Portugal,

És o meu próprio exílio.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Contrariar o status quo

Espero que haja um partido que tenha no seu programa de governo medidas para  contrariar o que um jovem, que desconheço  fez chegar à caixa de correio, mas que, infelizmente, é o retrato do meu país.




Se és um jovem português

Atravessa a fronteira do teu País

E parte destemido

Na procura de um futuro com Futuro


Porque no teu País

A Educação é como uma licenciatura

Tirada sem mérito e sem trabalho

Arquitectada por amigos docentes

E abençoada numa manhã dominical


Porque no teu País

É mais importante a estatística dos números

Que a competência científica dos alunos

O que interessa é encher as universidades

Nem que seja de burros


Porque no teu País

A corrupção faz parte do jogo

Onde os jogadores e os árbitros

São carne do mesmo osso

E partilham o mesmo tempero


Porque no teu País

A justiça é ela própria uma injustiça

Porque serve quem é rico e influente

Com leis democraticamente pobres


Porque no teu País

As prisões não são para os ladrões ricos

Porque os ricos não são ladrões

Já que um desvio é diferente de um roubo


Porque no teu País

A Saúde é uma doença crónica

Onde, quem pouco tem

É sempre colocado na coluna da despesa


Porque no teu País

Se paga a quem nada faz

E se taxa a quem pouco aufere


Porque no teu País

A incompetência política

é definida como coragem patriótica


Porque no teu País

Um submarino é mais importante que tu

E o mar apenas serve para tomar banho

E pescar sardinhas


Porque no teu País

Um autarca condenado à prisão pela justiça

Pode continuar em funções em liberdade

Passeando e assobiando de mãos nos bolsos


Porque no teu País

Os manuais escolares são pagos

Enquanto a frota automóvel dos políticos

É topo de gama


Porque no teu País

Há reformas de duzentos euros

E acumulação de reformas de milhares deles


Porque no teu País

A universidade pública deixou cair a exigência

E as licenciaturas na privada

Tiram-se ao ritmo das chorudas mensalidades


Porque no teu País

Os governantes, na sua esmagadora maioria

Apenas possuem experiência partidária

Que os conduz pelas veredas do "sim ao chefe"


Porque no teu País

O que é falso, dito como verdade,

Sob Palavra de Honra !

São votos ganhos numa eleição


Porque no teu País

As falências são uma normalidade

O desemprego é galopante

A criminalidade assusta

O limiar da pobreza é gritante

E a venda de Porsches ... aumenta


Porque no teu País

Há esquadras da polícia em tal estado

Que os agentes se servem da casa de banho

Dos cafés mais próximos


Porque no teu País

Se oferecem computadores nas escolas

Apenas para compor as estatísticas

Do saber "faz de conta" em banda larga


Porque no teu País

Se os teus pais não forem ricos

Por mais que faças e labutes

Pouco vales sem um cartão partidário


Porque no teu País

Os governantes não taxam os bancos

Porque, quando saírem do governo

Serão eles que os empregam


Porque no teu País

És apenas mais um número

Onde o Primeiro-Ministro se chama Alice

Que vive no País das Maravilhas

Mesmo ao lado do teu.


Foge !

E não olhes para trás !"

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O embuste continua



Um Despacho  Ministrerial de Março último, determina, recorrento a augumentos da treta, A um Decreto Lei que está para vir (2179/2011 de 30 de Setembro) o não processamento do subsídio de férias ao pessoal docente e não docente de três ministérios. Aqui há embuste. Os subscritores desse depacho são apenas dois, não sei o que aconteceu ao outro.
Este despacho revela-se uma vingança. Apenas isso.
Será que os ministros e secretários de estado também vão ficar sem o referido, e toda a classe política e arcanjos dos gestores públicos?E os outros funcionários da AD. Pública?
Que o país está na merda todos sabemos, mas onde estavam estes senhores, quando seguiam as políticas de gasto e ragabofe deste governo?Afinal o que têm naquelas cabeças pensadoras? O resultado diz tudo!
O meu próximo voto vai para o FMI, porque neste retângulo não há um único político com honradez para exercer essa actividade de defesa dos interessos da Polis.Podem não ser corruptos, mas que parecem, lá isso parecem!
Os porcos que o meu pai tratava tinham mais honestidade do que a maioria deles. E eram porcos!
Meu país está entregue à mais rasca classe, que hoje se serve da Lei para salvar a sua barriga rasca, quando se sente à rasca!Mesmo que isso signifique deixar todos os outros cidadãos enrrascados!
Que venha um terramoto e os limpe da capital! A todos!
Enquanto um tsunami não varrer aqueles três palácios, serás um país adiado!
.

quinta-feira, 24 de março de 2011

ACABOU A MENTIRA?

Ele abandonou o país, não por não estar agarrado ao poder, mas por não ter o perfil, nem caracter para governar. Nunca teve e nunca terá. Quem mente ao seu povo, quem ilude e dá o dito por não dito não pode estar à frente dos destinos da Nação. Há muito devia ter sido demitido. Mandado embora.
Não fico feliz pela sua demissão, mas fico aliviado, pois apesar das privações que se adivinham, espero que o novo PM não venda a mentira como quem bebe água.
Espero que diga e cumpra o designos da Nação, apesar dos sacrifícios, apesar das dores.
Espero verdade, nada mais!
E espero e não quero ouvir: "Em política não há verdade!"
Eu afirmo: - A política só será uma actividade nobre se for verdade na sua essência e serviço aos outros.
Meu Portugal não pode ser um país adiado. Meu país tem de ser um berço de esperança para a Europa e para o mundo.
Meu Portugal não pode ser viveiro de mentira.

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domingo, 20 de março de 2011

Chantagem PEC

Este desgoverno de Portugal está alicerçado na chantagem política do ónus de crise.
Qual crise?
Apetece-me dizer: Deixem-se de merdas e governem o país! Ou vão embora!
O meu querido Portugal está entregue a um bando de fracos a agaixados que se dizem profissionais da POLÍTICA. Sem ideias próprias, sem vontade de fazer. Fantoches!
Parecem canas agitadas pelo vento, com medo de tudo e todos. Quem não tem coragem de enfrentar os desafios com verdade . Dizendo o que se vai fazer e porque?
PM que em tempo de dificuldade não é claro e leal ao povo que indirectamente o elegeu, é homem para salvar o meu país de novo adiamento.
A política portuguesa lembra-me o homem que tem uma unha encravada. Vai ao médico e este diz : é só uma unha! Depois o dedo fica doente. Depois o pé! Faz-se uns curativos, uns dias nas termas e não é preciso mais nada. Esteas prescrições chegam. Depois a perna começa a ficar negra, depois todo o membro inferior. E o médico nada faz, a não ser prescrever umas pomadas e uns analgésicos, enquanto fala com colegas e não toma decisões.
Quando o paciente, leia-se povo, compreende  a sua situação, já está condenado. É preciso uma intervenção de fundo drástica.
O asno que escreve estas coisas pergunta:
- Não tinha sido melhor ter tirado a unha encravada ou até o dedo do que estar em risco de perder a vida, leia-se independência Nacional?
Mas o que é a Nação? Reparem como se comportam quando é tocado o Hino Nacional, ou quando há cerimónia de hastear ou areamento da Bandeira. Reparem bem!
Meu Portugal , com esta cambada de políticos, estarás sempre na calha do adiamento.
Parece maldição!

domingo, 13 de março de 2011

EDUCAÇÃO PARA A ESCRAVATURA?




Toda a Educação é política.
Toda a Educação é ideológica.
Toda a Educação tem de ser crítica.


Perdemos o nosso tempo se não aceitarmos este princípio.
Os governantes perceberam finalmente a importância de Educar e o papel dos docentes na libertação intelectual dos alunos, por isso a docência tem sido combatida por todos os regimes, mesmo os ditos democráticos.

A docência exige reflexão, debate, partilha e capacidade de esperara.  Mas quando ao professor se pedem mais tarefas administrativas, mais horas de trabalho rotineiro e menos de traballho partilhado e reflexivo,afastamo-lo do seu verdadeiro papel e  conduzimos as novas gerações para uma sociedade sem horizonte, sem mentes brilhantes, sem visão estratégica ou crítica. Construimos uma juventude que ficará à nora, à rasca e enrascada.

Nunca acreditei que os políticos gostassem de cidadões esclarecidos e críticos.
Eles gostam de asnos e carneiros. Esse tipo de rebanho fácil de conduzir com um pedaço de feno e um punhado de sal.
Os políticos percebem de tudo na área educativa, mas nunca foram docentes, e os que o foram nunca os vi serem louvados publicamente pelos seus alunos.Os políticos nunca podem ser educadores pois vêm duma área onde a Verdade não existe. Aquela actividade vive do simulacro.
Em educação o simulacro é uma arte: o Teatro que tem um tempo definido e contextos específicos.
Quem ama a educação dá e não tira. Dá-se!
Com as novas medidas do Ministério da Deseducação poupa-se muito dinheiro, mas a qualidade educativa não será melhor,  e , mais uma vez, se relegou as artes para as kalendas gregas, como se elas não fossem fundamentais no desenvolvimento integral do cidadão. A política  mundial está construindo um pensamento monolítico, onde novas ideias são castradas e votadas ao desterro.
O que faz uma escola não são os edifícios com todos os apetrechos de ponta, mas as pessoas.
Docentes desmotivados não geram excelência, porque ninguém pode dar o que não tem.
Esta não é uma regra da filosofia, mas da área económica.
Na realidade há toda a classe política mundial que vê a educação como um luxo  e quer votar as novas gerações a uma sofisticada sociedade esclavagista.
 

terça-feira, 8 de março de 2011

GERAÇÃO À RASCA


A cena de Viseu.


Aqueles jovens que inromperam a reunião/jantar do PS, reclamando direitos para uma geração à rasca, foi tido pelo secretário geral daquele partido como uma brincadeira de Carnaval. A democracia neste país é neste momento um Carnaval sem rei mono.  Aquele cavalheiro que veste Armani, Boss e afins, e tem o nome estampado numa das mais caras lojas de NY - já diziam os latinos que os burros tinham o nome escrito em todo o lado. -  nunca soube interpretar o seu país e continua iludido. Não percebeu ainda que por mais que aperte a teta os mercados nunca lhe vão dar descanso.
Os outros  jovens que permaneceram sentados, também à rasca por um lugarzinho no aparelho partidário, aclamaram a tirada do grande homem. Mal sabem o que os espera. São o garante da divida soberana. São escravos vendidos pelos seus compatriotas que os atiram aos leões do circo económico.
Portugal  é um país adiado, uma ideia apenas, mas para estes jovens será apenas história, se os chineses permitirem que se a narre.
E mais não digo.

Portugal és uma ideia,
pó da estrada,
um nome apenas
mais nada!

* imagem http://www.jn.pt/storage/JN/2011/small/ng1469647.jpg
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quinta-feira, 3 de março de 2011

A nova ordem mundial

"A solução para a crise passará por “uma maior diluição das soberanias nacionais”.


Bom é que não haja Lei nem governo, para estes senhores, neo esclavagistas, das empresas de rating se passeiem pelo planeta pondo regras e desmando em tudo e todos.
Só falta que sejam eles a definir o que eu ou você pensa. Não estamos longe!


Estamos a caminho de uma soberania supranacional assente em principios economicistas especulativos?
Os países soberanos são uma ideia obsoleta?
A Democracia ocidental uma velha caquética que se eutanasia?
Afinal estamos a ser mandados pelas empresas de ratings, diga-se ratos. São eles que ditam as regras?
Os políticos são apenas palhaços ao serviço de interessos supranacionais; movidos como fantoches nas arenas europeia e mundial.
A democracia é puro simulacro? Repetido de quatro em quatro anos?
Estamos entregues aos ratos da cidade ou aos do campo?
Que nascem muitos gatos para caçarem estes roedores da cultura democrática.

Uma III guerra está próxima.
O combate entre o livre pensamento e o pensamento único.

E querem manter-nos na ignorância dessa construção neocolonialista.
No Admirável mundo novo  diz Aldous Huxley: "Vocês vão ficar a saber a verdade, mas a verdade vai dar cabo de vocês".
E nós vivemos ignorando, mas ele alerta "Quase toda a ignorância é uma ignorância transponível. Não sabemos porque não queremos saber".

Não é apenas o meu país que continua adiado, a CE há muito que passou às Kalendas.

E a nova ordem mundial vai lançando as raizes aqui e ali e nos ignoramos.